terça-feira, 1 de novembro de 2011

Trabalhadores domésticos podem conquistar novos direitos

Proposta que incentiva formalização dos empregados domésticos reacende, na Câmara, discussão sobre os direitos dessa categoria. Deputados defendem mudança mais profunda: acabar com as diferenças entre domésticos e demais trabalhadores na Constituição.


Categoria profissional com maior índice de informalidade, os empregados domésticos podem ganhar um incentivo à formalização: chega à Câmara nos próximos dias projeto que reduz a 5% a alíquota de contribuição previdenciária desses trabalhadores e de seus patrões. A proposta foi aprovada na quarta-feira (26) no Senado. De acordo com dados do IBGE, em 2009 apenas 29% dos cerca de 7 milhões de trabalhadores domésticos tinham carteira assinada.


Atualmente, os empregadores pagam 12% à Previdência e os empregados, 8%, 9% ou 12%, conforme a remuneração que recebem. Pela lei previdenciária vigente, o empregado doméstico recebe o mesmo tratamento dos demais trabalhadores. A categoria, no entanto, não possui uma série de garantias trabalhistas, como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e horas extras.


Terceira classe
Na própria Constituição, os empregados domésticos recebem tratamento diferente: dos 33 direitos assegurados aos trabalhadores em geral, ele são contemplados com apenas nove. Dentre os mais de 25 projetos destinadas a ampliar direitos dos domésticos em análise na Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição
478/10 revoga exatamente a parte do texto constitucional que promove essa distinção.




O presidente da comissão especial que analisa a PEC, deputado Marçal Filho (PMDB-MS), considera o projeto do Senado um avanço, mas defende alterações mais profundas. "Precisamos suprimir essa parte da Constituição para garantir igualdade de direitos a todos os trabalhadores", sustenta.


Para Marçal Filho "é inconcebível" ainda haver "trabalhadores de terceira classe" em pleno século 21. Na comissão especial, o presidente está confiante na aprovação do texto até dezembro. Já no Plenário, ressalva que será mais difícil, devido à necessidade de quórum qualificado (308 deputados) e às resistências à alteração. "Ano que vem a luta será maior."


Ajustes
Mesmo que a medida seja aprovada, o parlamentar avalia que os direitos constitucionais não são automaticamente assegurados. Para ele, será necessário criar um marco legal do trabalho doméstico, com o objetivo de definir pontos como fiscalização e alimentação, por exemplo. "Hoje o fiscal do trabalho não pode entrar nas residências, é invasão de domicilio. Esperamos que empregados e patrões entrem em acordo", diz.


Relatora da PEC 478/10, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) também afirma que a redução de impostos, assim como a concessão de outros benefícios aos domésticos é válida, mas "são apenas remendos". O mais importante, para ela, é a mudança da Constituição e a ratificação da convenção da Organização Internacional de Trabalho (OIT, Convenção 189/11), que garante à classe igualdade de direitos.


A deputada antecipa já ter solicitado ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) informações quanto às consequências da mudança constitucional. "Queremos saber se a simples alteração já garante a igualdade de condições ou se são necessárias novas leis".


Avanços
Benedita, que foi deputada constituinte, afirma que a inclusão dos trabalhadores domésticos na Constituição, ainda que com distinções em relação aos demais, já representou um avanço para o período. "Foi importante esse reconhecimento. Sem ele, não teríamos hoje esse debate", defende.


Relator de uma série de projetos que ampliam direitos dos domésticos, inclusive da convenção da OIT, na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, o deputado Vicentinho (PT-SP) também considera fundamental assegurar aos trabalhadores domésticos os mesmos direitos dos demais. "Todos os trabalhadores são iguais. Os domésticos, às vezes, trabalham muito mais, então deveriam ser muito mais valorizados", sustenta.


Fonte: Agência Câmara

Enem: Justiça decidirá sobre pedido de cancelamento das provas

Representantes do Ministério da Educação (MEC) reuniram-se, no início da tarde de hoje (31/10), com o juiz Luiz Praxedes, da 1ª Vara Federal do Ceará, que irá decidir sobre o pedido cancelamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011.

A presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Malvina Tuttmann, foi uma das participantes do encontro em que foram apresentadas as alegações para que o exame não seja anulado. De acordo com o MEC, o juiz divulgará até amanhã (1º/11) a decisão.

O pedido para que as provas do Enem, aplicadas nos dias 22 e 23 deste mês, fossem canceladas foi feito pelo Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE), após a constatação de que alunos do Colégio Christus, de Fortaleza, tiveram acesso antecipado a cerca de 14 questões que foram cobradas no exame. Os itens estavam em apostila distribuída pela escola semanas antes da aplicação do Enem e vazaram da fase de pré-testes do exame, da qual a escola participou em outubro de 2010.

A solução defendida pelo MEC é que os 639 alunos da escola cearense tenham as provas anuladas e façam um novo teste no fim de novembro. Mas o procurador da República Oscar Costa Filho pediu à Justiça que o Enem seja anulado – ou pelo menos as questões que estavam na apostila do Christus. O Inep argumentou ao juiz que o episódio ocorreu de forma localizada e que a reaplicação do exame aos alunos do colégio de Fortaleza não traz prejuízo à isonomia do concurso.

O pré-teste é feito pelo Inep para avaliar se as questões em análise são válidas e qual é o grau de dificuldade de cada uma. Os cadernos de questões do pré-teste deveriam ter sido devolvidos após a aplicação e incinerados pelo Inep. A Polícia Federal investiga se houve fraude na aplicação do pré-teste. O MEC confirma que 14 questões que estavam na apostila foram copiadas de dois dos 32 cadernos de pré-teste do Enem aplicado no ano passado a 91 alunos da escola.

Fonte: Agência Brasil

IR - Retido no 3º decêndio de outubro vence sexta-feira.

As pessoas jurídicas que efetuaram, no 3º decêndio de outubro/2011, retenção do IR na fonte nos pagamentos ou créditos decorrentes de juros sobre capital próprio e aplicações financeiras, inclusive os atribuídos a residentes ou domiciliados no exterior, e títulos de capitalização; prêmios, inclusive os distribuídos sob a forma de bens e serviços, obtidos em concursos e sorteios de qualquer espécie e lucros decorrentes desses prêmios; e de multa ou qualquer vantagem, de que trata o artigo 70 da Lei 9.430/96, devem recolher o imposto até sexta-feira, dia 4/11.

Previdenciário:Depósitos para quem recebe acima do piso têm início hoje

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa a depositar os benefícios para os segurados que recebem acima do mínimo nesta terça-feira. Na data, recebe quem tem cartão com final 1 ou 6, desconsiderando o dígito. Os aposentados e pensionistas que recebem até um salário mínimo e possuem cartão com final 6, desconsiderando-se o dígito, também têm seus benefícios depositados nesta terça.

Os depósitos da folha de outubro seguem até o dia 8 de novembro. Confira na tabela abaixo o calendário de pagamentos do INSS com as datas referentes aos depósitos.

O calendário será interrompido nesta quarta-feira (2) devido ao feriado de Finados, sendo retomado na quinta-feira (3) com o depósito para os segurados que possuem cartão com final 2 e 7.

Dúvidas sobre as datas do pagamento podem ser esclarecidas por meio da Central 135. A ligação é gratuita, a partir de telefones fixos ou públicos, e tem custo de chamada local, quando feita de celular.

Final
Benefícios até 1 salário mínimo
1
25/out
2
                     26/out
3
27/out
4
28/out
5
31/out
6
1/nov
7
3/nov
8
4/nov
9
7/nov
0
8/nov
 
Final
Benefícios acima de
1 salário mínimo
1 e 6
1/nov
2 e 7
3/nov
3 e 8
4/nov
4 e 9
7/nov
5 e 0
                      8/nov


Fonte: INSS

Pensamento do Dia

"Só entende o valor do silêncio quem tem necessidade de calar para não ferir alguém."

Rousseau

Jean-Jacques Rousseau, (28 de Junho de 1712, Genebra - 2 de Julho de 1778, Ermenonville, perto de Paris). Escritor e filósofo suiço.